O relatório Women in the Workplace 2023, publicado pela McKinsey, ouviu mais de 270.000 profissionais e chegou a uma conclusão impactante: mulheres estão em burnout em taxas significativamente maiores do que homens, e a diferença está aumentando.

Os números

42% das mulheres reportaram sentir-se frequentemente esgotadas em 2023, comparado a 35% dos homens. Entre mulheres em liderança sênior, o número sobe para 48%. Entre mães com filhos pequenos que trabalham em tempo integral, ultrapassa 50%.

O peso da dupla jornada

Mulheres dedicam em média o dobro de horas aos cuidados domésticos comparado a homens, mesmo quando ambos trabalham em tempo integral. Um estudo no Journal of Occupational Health Psychology mostrou que essa combinação é o preditor mais forte de burnout severo entre mulheres. Esse fenômeno está diretamente relacionado ao que pesquisadores chamam de carga mental feminina.

Perspectiva clínica

O burnout feminino chega ao consultório disfarçado de outras queixas: insônia, irritabilidade, sensação de vazio. Muitas mulheres só reconhecem o esgotamento quando já não conseguem funcionar no ritmo que mantinham. O trabalho terapêutico nesse contexto faz parte do que ofereço na terapia para mulheres.

Referências: McKinsey & Company (2023). Women in the Workplace. Grandey, A. A. et al. (2020). Journal of Occupational Health Psychology, 25(2).

Quer conversar sobre isso?

Agendar pelo WhatsApp